Distribuidoras sinalizam para o governo sobre ameaças ao fornecimento de combustíveis
O Sindicom informa que suas distribuidoras perceberam um crescimento significativo na demanda por produtos, mas relatam reduções nas quantidades fornecidas.
A entidade Sindicom, que representa as principais distribuidoras de combustíveis do país, encaminhou um comunicado ao governo federal destacando os riscos ao fornecimento de combustíveis em nível nacional e solicitando que sejam tomadas medidas para que a Petrobras retome os leilões de diesel e gasolina, que foram cancelados nesta semana.
No ofício, datado do dia anterior e analisado pela Reuters nesta quinta-feira (19), o Sindicom declarou que suas distribuidoras notaram um aumento considerável na demanda por produtos, no entanto, informam sobre cortes nas cotas fornecidas e recusa de pedidos adicionais nos meses de março e abril por parte da Petrobras.
A situação “afeta o fluxo regular dos produtos”, conforme indicado pelo sindicato, que inclui empresas como Vibra, Ipiranga e Raízen.
“O panorama global enfrenta um dos mais intensos choques da recente história, elevando os preços e intensificando a competição internacional por suprimentos”, declarou o Sindicom em uma nota.
“Em nível nacional, a falta de diretrizes claras na política de preços e a incerteza na completa execução dos pedidos pela Petrobras — junto com a instabilidade no calendário de leilões e o cancelamento repentino de eventos — prejudicam gravemente a previsibilidade operacional e o planejamento estratégico dos distribuidores”, assinalou o documento.