EUA impõem condições para colaboração exclusiva na extração de petróleo da Venezuela
A administração Trump estipulou uma série de condições que a Venezuela deve cumprir para reiniciar a produção de petróleo, segundo informações de duas fontes de alto escalão da Casa Branca à CNN.
Em discussões conduzidas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, o governo Trump comunicou à presidente interina Delcy Rodríguez que o país deve cortar vínculos com a China, Irã, Rússia e Cuba, além de aceitar um acordo exclusivo com os Estados Unidos na produção de petróleo, relataram as fontes.
Rodríguez também precisa concordar em priorizar o governo Trump e as companhias petrolíferas americanas em futuras transações de petróleo, segundo afirmaram.
A ABC News foi a primeira a divulgar essas condições impostas à presidente interina. Essa situação surgiu após o governo americano ter apreendido o ex-líder deposto, Nicolás Maduro, no último fim de semana.
Entretanto, Rubio declarou que as exigências mais urgentes da administração envolvem a remoção de adversários estrangeiros por parte de Caracas, colaboração nas transações de petróleo e um maior envolvimento no combate ao tráfico de drogas, de acordo com a fonte.
Durante uma reunião com legisladores, Rubio destacou que os Estados Unidos apresentaram essas exigências para o governo de Rodríguez.
As autoridades ainda não esclareceram se a Venezuela aceitou as condições, embora o governo permaneça otimista de que o grande aumento militar na costa do país está gerando pressão suficiente sobre o governo de Rodríguez, fazendo com que não exista alternativa senão ceder.
Caso Rodríguez colabore, um funcionário de alto nível da Casa Branca mencionou que a administração está disposta a reavaliar sua política de sanções em relação a Caracas.
Trump compartilhou com aliados e conselheiros próximos que deseja a retirada do Irã, Rússia e China do hemisfério ocidental, conforme fontes que estão a par das conversas e relataram à CNN.
Pressionar a Venezuela para romper com laços comerciais com essas nações é a prioridade inicial, acrescentaram.
Embora o governo esteja desenvolvendo estratégias para retirar uma grande quantidade de petróleo do país para exportar para os Estados Unidos, além de criar um plano para revitalizar a infraestrutura energética da Venezuela, ele reconhece que suas metas requerem tempo e investimentos.
Impedir que a Venezuela forneça seu petróleo a rivais estrangeiros é a meta mais imediata.
Um alto funcionário da Casa Branca anunciou que Trump deverá se reunir com executivos do setor de petróleo na sexta-feira (9).
Os representantes da Chevron, a única empresa petrolífera americana que atualmente opera na Venezuela, bem como da Exxon Mobil e da ConocoPhillips, deverão estar presentes, segundo a fonte à CNN.
Além deles, outros executivos de companhias petrolíferas dos Estados Unidos também são esperados na reunião.
O encontro acontece após Trump ter publicado na terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela “fornecerá entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”.
“Esse petróleo será vendido a preços de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, na qualidade de presidente dos Estados Unidos da América”, escreveu ele.